A vida estava normal. Entrei no hospital para ver nascer meu primogênito. Pintado de branco e chorando comigo.
Saí com um filho vestido de vermelho para um mundo que já parecia não existir.
O bebê quarentener só conhece 3 colos. Não tem vila, não tem rede.
quinta-feira, 23 de abril de 2020
terça-feira, 16 de agosto de 2016
Ensaio sobre ela
A parte mais difícil do meu dia é te ver indo embora.
Eu quero gritar seu nome, correr e te abraçar
Falar "fica, que aqui fica um vazio danado quando você não está"
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
De volta para o futuro
Esse ciclo de doze meses é mais que estações de plantio e cultivo. É também o ciclo da minha vida.
Esse fim de ano é regado de deja vù. Estou tranquila e de repente uma iluminação de um certo tom, um barulho em um canto, um objeto. E tudo se repete.
Na verdade, estou perdida.
Não consigo mais entender o que tem acontecido, não sei ler sinais, não sei onde ir.
Não sei como fazer.
Perdi.
Quem são as pessoas próximas? Onde estão?
Quem vai ser o que não consigo mais?
Quando vou parar de renovar o passado, mesmo a parte ruim?
Relembrar é viver.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Chá quente
Vida é um negócio esquisito mesmo né?
Acabei de chegar no inferno astral que antecede o começo da terceira década da minha vida e são tão intensos esses sentimentos. Padrões me rodeiam. Ciclos que chegam ao fim e recomeçam. Dilemas, quantos!
A gente já viu de tudo e não vimos nada.
É impossível entender essa bagunça! Mesmo assim, tentamos.
É fascinante pensar que com apenas 14 anos eu já sabia o que queria. Neguei por quase cinco anos e olha só onde vim parar.
Arquitetura e
Urbanismo.
Tem sido dias bem particulares. A saudade tem me castigado.
Também tenho refletido profundamente sobre tudo que já aconteceu e estou desesperada para encontrar soluções para os problemas que têm surgido.
Vida...
Essa cretina.
A gente aprende a ter malícia, aprende a ser sagaz, aprende a observar.
...
Há tanto não escrevo, não é atoa que ficou essa porcaria.
Mas é uma porcaria feita com fumaça de chá quente
que a gente assopra e ainda assim queima
Igual a vida
Acabei de chegar no inferno astral que antecede o começo da terceira década da minha vida e são tão intensos esses sentimentos. Padrões me rodeiam. Ciclos que chegam ao fim e recomeçam. Dilemas, quantos!
A gente já viu de tudo e não vimos nada.
É impossível entender essa bagunça! Mesmo assim, tentamos.
É fascinante pensar que com apenas 14 anos eu já sabia o que queria. Neguei por quase cinco anos e olha só onde vim parar.
Arquitetura e
Urbanismo.
Tem sido dias bem particulares. A saudade tem me castigado.
Também tenho refletido profundamente sobre tudo que já aconteceu e estou desesperada para encontrar soluções para os problemas que têm surgido.
Vida...
Essa cretina.
A gente aprende a ter malícia, aprende a ser sagaz, aprende a observar.
...
Há tanto não escrevo, não é atoa que ficou essa porcaria.
Mas é uma porcaria feita com fumaça de chá quente
que a gente assopra e ainda assim queima
Igual a vida
quarta-feira, 20 de março de 2013
Fatos do dia 20
Fato do dia n°1
Estive pensando em procurar um psicólogo. Um pouco por curiosidade, um pouco por necessidade.
(...)
Fato do dia n°2
-Menina, tira essa frase do seu email! Tão nova e já desacreditada da vida? Agora que eu to começando a encarar esse "Shit happens", você ainda não tá na idade pra isso, não!
Fato do dia n°3
-Homem e mulher não foram feitos para conviver em harmonia, eles nunca vão se entender. O melhor jeito de lidar com isso é respeitando os limites. Tem dia que se a outra pessoa quer ficar sozinha no quarto, você simplesmente tem que ir pro outro quarto, numa boa.
Fato do dia n°4
-Coloca lá no seu email "People don't change". Mas essa frase não é minha, é do House!
Estive pensando em procurar um psicólogo. Um pouco por curiosidade, um pouco por necessidade.
(...)
Fato do dia n°2
-Menina, tira essa frase do seu email! Tão nova e já desacreditada da vida? Agora que eu to começando a encarar esse "Shit happens", você ainda não tá na idade pra isso, não!
Fato do dia n°3
-Homem e mulher não foram feitos para conviver em harmonia, eles nunca vão se entender. O melhor jeito de lidar com isso é respeitando os limites. Tem dia que se a outra pessoa quer ficar sozinha no quarto, você simplesmente tem que ir pro outro quarto, numa boa.
Fato do dia n°4
-Coloca lá no seu email "People don't change". Mas essa frase não é minha, é do House!
Por favor
Por favor.
Por favor?!
Por favor!
...
Por favor, por favor, por favor, por favor, por favor, por favor!
Por favor!! Por favor, por favor
Por favor. Por favor!
Por favor (...)
Por favor!
(...)
Por favor?
Por favor?!
Por favor!
...
Por favor, por favor, por favor, por favor, por favor, por favor!
Por favor!! Por favor, por favor
Por favor. Por favor!
Por favor (...)
Por favor!
(...)
Por favor?
terça-feira, 5 de março de 2013
Aprender a viver
Não deveria ficar mais fácil?
Viver?
A gente vive, aprende, vive e aprende e vive mais e parece que desaprende tudo!
Como socializar? Sobre o que conversar?
O que é coerente e o que impressiona.
Não consigo mais saber
Dúvidas, muitas dúvidas!
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
"Sinta-se em casa"
Como uma nômade bem treinada, home por pouco existiu e o mais próximo de um lar foi alheio.
Sentiu-se em casa.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Justificar ausência
-Para de ser tão dramática! - Lhe disse algumas vezes.
-Mas é muita dor dentro de mim, se eu não escrever, vou explodir!
A dor deixara de vir em palavras e passou a vir em prantos.
-Mas é muita dor dentro de mim, se eu não escrever, vou explodir!
A dor deixara de vir em palavras e passou a vir em prantos.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Família Feliz
Olá, como vais, querida? Como foi teu dia? Senta-te aqui, o jantar será servido em breve e poderemos conversar melhor. Interessa-me muito saber o que tens pensado e aprendido, quais dramas perturbam teu caridoso coração e conhecer teus sonhos, teus anseios. Quero-te perto. Quero ver-te confortável. Sente-te amada? Porque és. E nenhum esforço será poupado para desviar de ti todas as dúvidas acerca do amor que há abaixo deste teto.
Ahh.. O drama da boa família, dos bons modos e da decência encontra o verdadeiro drama, da porta que se escancara e bate contra a parede e dos gritos cuja boca cospe palavras baixas e rudes. E a boca que apenas se cala. A parede tanto já socada pela mão que deveria ser doce e fina, mas que já expõe feridas e calos. Feridas são dores. São agonias que já não cabem em palavras.
Imagináveis são os sentimentos familiares, e entre tantos, os que não se deveriam ser sentidos por serem tão cruéis, ou tão destruidores. Amor, dor, indiferença não, raiva. E sorriso de família feliz, porque a aparência importa, não é mesmo?
Eu não to pedindo, eu to mandando. E se não fizer da forma que eu to dizendo, você vai perder os seus dentes em casa. Pouco me importa o que você pensa que seja importante. Seca essas lágrimas porque elas não me comovem nem um pouco.
Eu não quero saber da sua vida.
Família apoia. Família se nega.
sábado, 25 de agosto de 2012
Tucanos
A madrugada foi gelada e um tanto curta. O dia já estava clareando e alguns pássaros balançavam os galhos das árvores lá fora. E entre o barulho do vento, havia um canto desconhecido.
-Vem aqui na janela.
Tucanos! Dois tucanos vieram desejar bom dia. E voavam, e cantavam. E eram tão bonitos.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Hoje eu folheei o documento que justificava a criação de Brasília, o qual era dirigido ao então presidente Juscelino Kubitschek. Eram folhas escritas apenas em um dos lados, em letras datilografadas em máquina de escrever, em tons que iam de amarelo queimado a marrom claro. Com grifos em caneta de tinta vermelha.
Atração particular por história.
Atração particular por história.
domingo, 12 de agosto de 2012
dos segredos de travesseiro
Quando você coloca a cabeça no travesseiro, já depois de assumir que perdeu essa luta e que não resta mais nada senão tentar se perder os pensamentos, quando sua mente ocupa mais que seu cérebro, ele ocupa todo o universo e acompanha seu caos. E a dor vem. Desgastante, castigando e machucando o ego. E essa dor é só sua. Ninguém para ver, ninguém para ajudar. É você. E está dentro de você. Aperta os olhos e dentre os infinitos pensamentos que sobrepõem-se... Pare de pensar! Estou enlouquecendo.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
sábado, 4 de agosto de 2012
Como Bárbara
Vão dizer que ela saiu para trabalhar e nunca mais voltou. Ela será assunto principal dentre família e amigos por algum tempo e mesmo depois de anos, as dúvidas acerca do que lhe passava na cabeça quando decidiu fazer algo tão drástico será tópico de discussão. Sua foto estará estampada em jornais e contas de luz. O frentista do posto dirá, mesmo sem lembranças definidas e confundidas pelo tempo, que ela parecia tranquila e satisfeita. Talvez estivesse aliviada, meu caro. Tirava de si toda a carga acumulada, grão a grão, de suas costas cansadas. Haverá tantas especulações, alguns dirão que ela fugiu com um antigo amor. Que tolice! Surgirá a dúvida "estará viva?" e lágrimas acompanharão. Foi culpa de Fulano que a pressionava ou de Fulano Outro que a abandonara. Não foi culpa de ninguém, e se for para haver um culpado, serão todos. Cada um que a fez refletir sobre absolutamente tudo e perceber que há sentimentos desnecessários, e que há pessoas que causam muita dor no mundo. Ela sumiu de tudo e de todos e se pudesse, construiria uma casa em cada canto do planeta. Uma vida inteira no mesmo lugar é muito tempo.
Anos depois, saia no jornal de uma grande cidade a foto de uma mulher cujas rugas denunciavam alguma idade. Saiu para trabalhar e não voltou.
Anos depois, saia no jornal de uma grande cidade a foto de uma mulher cujas rugas denunciavam alguma idade. Saiu para trabalhar e não voltou.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
O amor que se chora
Estávamos em um barzinho qualquer, há muito não bebíamos juntos, e você sabe o que a bebida faz as pessoas, não é? Na primeira vez que nos encontramos foi desse jeito, barzinho, algumas cervejas e tan-dãn, éramos um casal. Mas dessa vez era diferente. Quem me dera se fosse um primeiro encontro de novo, longe disso. Era uma despedida. E quem olhasse para mim sabia que aqueles olhos estavam inchados de tanto chorar. Ele continuava um tanto inexpressivo, mas eu quase não me importava mais com isso. Fazia pelo menos dois meses que me preparava para aquele momento. Chorava todos os dias que era para ver se as lágrimas secavam e eu poderia dizer adeus como quem avisa que está indo comprar um picolé na padaria.
Em um guardanapo escrevi com uma bic azul "Já estou com saudades" e arrastei pela mesa de madeira pouco iluminada, guardanapo e caneta, até encontrar as mãos dele. Ele rabiscou e devolveu-me da mesma maneira. "Vou sentir sua falta também" e riu simpático quando eu olhei para ele após ler. Meu olho ardeu e meus planos de ser forte foram todos por água abaixo. Apenas abaixei o rosto e uma lágrima caiu. Marcou o guardanapo que eu ainda tinha em mãos.
E nessa noite as lágrimas foram pesadas como nunca antes.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
_inha.
Não sei mais como estás, se continua com seus pensamentos juvenis e sonhadores, provavelmente estão amadurecidos e mantém o aspecto onírico e esperançoso. Espero que a idade tenha lhe feito bem. Para as ideias e para seu doce rosto. Cheguei a imaginar a pele que nunca toquei e os dedos que nunca entrelaçara-se. Vejo o batom que deixo na xícara de café e que jamais deixarei nos seus lábios. Eu estou realmente feliz por você estar bem. E mais ainda porque encontrou um caminho bem melhor. E é só isso. Nada vai mudar.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
It hurts so much...
Já passava das cinco da tarde quando você anunciava ir embora em breve. Cinema às 7, era o combinado. Deveria partir até as seis, mas estava deitado ao meu lado enquanto as vozes da televisão nos distraíam. Te olhei, senti apertar o peito e a respiração pesar. Engasguei ao pensar que demoraria tanto para vê-lo novamente. Os olhos arderam de repente, tudo fora do meu controle. Aquelas lágrimas que ameaçavam irromper. Calma, pensei. Esquece isso.
Já estava até o nó da garganta envolta nessas correntes imaginárias que possuem uma força danada. De tão envolvida, sofria mesmo antes do necessário. Doía só de imaginar! E dói, dói no peito, onde a gente consegue colocar a mão e apontar "Aqui, mãe. Tá doendo aqui! Faz parar porque eu não aguento mais!"
E agora?
Temos um grande problema!
Socorro,
socorro!
Temos um problema enorme!
Não existem adultos na internet!?
Socorro,
socorro!
Temos um problema enorme!
Não existem adultos na internet!?
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