Eu acredito no equilíbrio. No mais perfeito equilíbrio do universo. Acredito que em tudo haja a perfeita combinação entre pontos positivos e negativos em igual proporção.
Portanto, se em algo há muitos benefícios, provavelmente, o problema é muito grande também.
(tom melancólico) -Ela parece a Dinorá. Os outros concordaram acrescentando detalhes. -Os olhos são iguais.
A Dinorá foi a única irmã que minha mãe teve, todos os outros eram homens. Mas em 1980, morreu em SP, com cerca de vinte anos, creio. Quando descobriram a leucemia já era muito tarde. Às vezes eu peço para que a minha avó ou mesmo minha mãe me conte de novo a história dela. Há alguns pontos que hoje ainda me amendrontam e me deixam reflexiva. Queria ter conhecido-a. Lembranças e histórias alheias me ajudam a conhecê-la. Hoje vi parte da assinatura dela e fiquei pasmada ao imaginar que, tantos anos antes, ela pegara ali e assinara. A morte, realmente, é muito difícil de compreender.