segunda-feira, 23 de julho de 2012

It hurts so much...



Já passava das cinco da tarde quando você anunciava ir embora em breve. Cinema às 7, era o combinado. Deveria partir até as seis, mas estava deitado ao meu lado enquanto as vozes da televisão nos distraíam. Te olhei, senti apertar o peito e a respiração pesar. Engasguei ao pensar que demoraria tanto para vê-lo novamente. Os olhos arderam de repente, tudo fora do meu controle. Aquelas lágrimas que ameaçavam irromper. Calma, pensei. Esquece isso. 
Já estava até o nó da garganta envolta nessas correntes imaginárias que possuem uma força danada. De tão envolvida, sofria mesmo antes do necessário. Doía só de imaginar! E dói, dói no peito, onde a gente consegue colocar a mão e apontar "Aqui, mãe. Tá doendo aqui! Faz parar porque eu não aguento mais!"

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